Atualmente, a nossa sociedade vive uma enganadora abundância alimentar.

Rodeia-nos a comida rápida, rica em calorias e gorduras insaturadas, e até já nos habituámos à expressão da “comida de plástico” para a designar. As consequências de uma alimentação deste tipo são a carência de nutrientes essenciais, a obesidade e doenças relacionadas com ingestão excessiva de açúcares (diabetes) e de gorduras (arteriosclerose), entre outras.

Que papel têm as algas marinhas neste panorama?

Representam exatamente o oposto: um alimento natural, silvestre e que nos fornece elevado valor nutritivo mas baixo em calorias. Pobres em gorduras, as algas marinhas possuem polissacarídeos que se comportam, na sua grande maioria, como fibras sem valor calórico. As algas são, por isso, a melhor forma de corrigir as carências nutricionais da alimentação atual, devido ao seu variado leque de constituintes: minerais (ferro e cálcio),proteínas (com todos os aminoácidos essenciais), vitaminas e fibras (Saá, 2002). 

Da composição analítica das algas marinhas destaca-se:

  • Presença de minerais com valores cerca de dez vezes superiores ao encontrado nos vegetais terrestres, como no caso do ferro na Himanthalia elongata (“esparguete do mar”) em comparação com o da Lens esculenta (“lentilhas”) ou, no caso do cálcio presente na Undaria pinnatifida (“wakame”) e no Chondrus crispus (“musgo irlandês” ou simplesmente “musgo”), relativamente ao leite de vaca.
  • Presença de proteínas que contêm todos os aminoácidos essenciais, constituindo um modelo de proteína de alto valor biológico, comparável em qualidade à do ovo.
  • Presença de vitaminas em quantidades significativas. Merece especial relevo a presença de B12, ausente nos vegetais superiores.
  • Presença de fibras em quantidades superiores ao encontrado na Lactuca sativa e semelhante à da Brassica oleracea (“alface”e “couve”, respectivamente).
  • O seu baixo conteúdo em gorduras e valor calórico, transforma-as em alimentos adequados para regimes de emagrecimento.